quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

The Factory


Andy Warhol precisava de um estúdio. E seu assistente pessoal Billy Linich ficou encarregado de encontrar o local. Depois de muita procura, Linich encontrou, num galpão com 496 metros quadrados, localizado no quarto andar do número 231 na rua 47 Leste, em Manhattan, exatamente o que o artista procurava.

O galpão recebeu uma decoração inusitada. As paredes, o chão, o vaso sanitário, maçanetas, janelas, tudo foi coberto por papel laminado e tinta prata. Para a decoração, foram usados somente objetos encontrados no lixo de Nova York, entre eles o famoso sofá do escritório de Warhol. Depois de tudo pronto, só faltava o batismo. Surgia, então, The Factory (“Fábrica”).

Dentro da Factory, o clima era de mistério e glamour. A vida ali completa euforia e badalação. Os artistas da época perceberam a agitação logo de cara. A moda - ou para fazer parte dela, era ser amigo de Andy Warhol. Assim, ele acumulou uma legião de seguidores.

Em 1965, Andy Warhol se declarou um pintor aposentado, e resolveu dar vazão a uma de suas paixões: fazer filmes. Para isso, instigava as celebridades que freqüentavam a Factory a se comportarem de forma ousada, pois assim qualquer movimento podia gerar um grande vídeo. A Factory passou a ser então uma espécie de laboratório, um lugar de criação e de encontros sociais. É nessa época, por exemplo, que Warhol iniciou a gravação dos famosos “Screen Tests”.

Duas ocasiões marcaram o local: A primeira foi em abril de 1964, logo após o vernissage da segunda exposição de Warhol. O estúdio foi transformado em um supermercado, e todas as suas imitações de sopas Campbell’s, sabão em pó, sucrilhos, foram espalhadas no chão, e os convidados foram servidos com hot dog e cerveja. Na segunda, em abril de 1965, Warhol emprestou a Factory para ser realizada “A Festa das Cinqüenta Pessoas Mais Bonitas do Mundo”. A celebração juntou personalidades do rock, da moda e muita droga. Na vitrola, Motown e Stones. Foi considerada a melhor festa dos anos 60.

Em julho de 19698, Andy Warhol sofreu um atentado na Factory. A feminista Valerie Solanas invadiu o local e lhe deu tiros a queima roupa. Depois da cirurgia, o artista decidiu por desativar A Factory.

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