quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Pop Art


A Pop Art é um movimento artístico que teve início no final dos anos 50 na Inglaterra. É influenciada pela cultura de massa, tendo os produtos da cultura hegemônica como pano de fundo para a criação das obra de arte. A Pop Art faz uso de três regras: o uso do dia a dia como matéria-prima, a referência a imagens produzidas em larga escala pela indústria cultural e a incorporação da palavra ao repertório das artes plásticas

O termo “Pop Art” foi inventado pelo crítico britânico Lawrence Alloway, do Independent Group, formado por jovens artistas que acreditavam que a arte moderna estava muito fechada e não era compreendida por toda a sociedade. Como alternativa, criaram uma nova tendência que buscava uma linguagem transparente, clara e direta, incorporando elementos conhecidos pelo grande público (imagens publicitárias, fotos de artistas de cinema, ídolos, personagens de histórias em quadrinhos).

O êxito da Pop Art pode ser entendido a partir do contexto social da época. No final da segunda grande guerra, a Europa entrou em grande crise econômica, que se estendeu para a Inglaterra, onde perdurou até meados doa anos 50. Porém, nos Estados Unidos, a situação era outra. Os americanos desfrutavam de um grande período de prosperidade, e isso foi noticiado dentro e fora do país. O “american drem” mostrava diariamente ao mundo uma realidade de abundância e plena felicidade. As séries de TV americana mostravam um futuro moderno e uma sociedade em pleno desenvolvimento. No imaginário do mundo, a América havia encontrado o modelo de sociedade ideal.

Com isso, alguns artistas ingleses como Richard Hamilton, Eduardo Paolozzi e David Hockney se apropriaram dos produtos que a sociedade americana vendia, como fotos e cartazes, e passaram a fazer colagens, abusando no uso das cores, e indo contra todas as perspectivas acadêmicas da época.

A Pop Art saiu da Inglaterra e foi para os Estados Unidos, onde para muitos críticos, o movimento foi mais emblemático e agressivo. Na América, a Pop Art buscou referências não só na indústria cultural, como também na produção industrial em série. Os artistas usavam a serigrafia para reproduzir as peças, como uma forma de criticar o processo de massificação e o consumo desenfreado.

Os principais artistas norte americanos foram Andy Warhol e Roy Lichtenstein.
O sentido e os símbolos da Arte Pop pretendiam ser universais, numa tentativa de eliminar o fosso entre arte erudita e arte popular. Não só a cultura popular se torna tema de arte, mas também a arte passa a integrar a cultura popular. Foi através da Pop Art que os filmes e as fotografias passaram a ser exibidos em museus e exposições.

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