
Andy Warhol, Mr. America é uma exposição organizada pelo escritor e curador Philip Larratt-Smith, com a colaboração do The Andy Warhol Museum, (Pittsburgh, EUA). A exposição já passou por Bogotá (Colômbia) e também Buenos Aires (Argentina). A cidade de São Paulo também pôde conferir as obras do artista entre março e maio de 2009. E agora chegou a vez de Belo Horizonte mergulhar no fascinante mundo pop.
A mostra apresenta 170 obras do artista, entre 26 pinturas, 58 gravuras, 39 trabalhos fotgráficos, duas instalações e 44 filmes, que exploram temas políticos e culturais dos norte-americanos. Mr. America engloba os trabalhos realizados entre os anos de 1961 e 1968, considerados o ápice criativo de Andy Warhol, que nesse período passou da pintura para a serigrafia, depois para a fotografia, instalação, produção cinematográfica e gerenciamento de uma banda de rock.
Entre os destaques da exposição estão a série de retratos de Jackie Kennedy (1964), e de Marilyn Monroe (1967), as Sopas Campbell (1968), entre outros. A exposição também apresenta pinturas da série Death and Disaster, que mostram a violência nos Estados Unidos durante os anos 60.
Durante a exposição, também será exibido diariamente um ciclo de filmes produzidos por Warhol entre 1967 e 1971. Entre os mais conhecidos, estão Chelsea Girl, exibidos em duas projeções simultâneas, com quatro horas de duração, Empire, de 1971, filmado dentro do Empire State, mostrando ao telespectador os acontecimentos de um dia comum, além do polêmico Blow Job, de 1963. Os filmes ampliam e aprofundam os temas apresentados nas pinturas de Warhol: sexo, morte, beleza, narcisismo, alienação e poder. Cada um dos filmes mostra, direta ou indiretamente, as mudanças na vida social e cultural americana na década de 60, a ascensão da cultura popular, da televisão e da propaganda.
A mostra acompanha um catálogo bilíngüe, português e inglês, com reprodução das obras exibidas e textos do curador da mostra, Philip Larratt-Smith, de Thomas Sokolowski, Diretor do The Andy Warhol Museum, Paulo Herkenhoff e José Augusto Ribeiro, entre outros críticos de arte, e entrevistas com John Baldessari e Jenny Holzer, artistas norte-americanos, Guillermo Kuitca, artista argentino, e Iran do Espírito Santo, artista brasileiro.
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