terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Detona Soal
Se meu tio ler esse texto, vai falar de cara: "Puta merda, lá vem você comparar amor com jogo de novo. É por isso que nunca dá certo." Mas hoje é Dia do Orgulho Nerd e vou aproveitar a data. Esse texto não é sobre videogames. É sobre amor.
Vamos supor que a vida seja assim, uma sala cheia de jogos de fliperama. E que eu seja uma dessas máquinas, colocadas em algum canto escuro dessa sala. E vamos supor que meu coração seja o jogo "Detona Ralph". Ficaríamos assim:
Ralph: você
O "novo" Ralph: ela
Félix: eu
o prédio: meu coração
E só.
"Mas você é o Félix?" Sim, sou. Burrice, né? Mas, sim, eu sou o Félix. Fico aqui nessa labuta, todo santo dia tentando consertar os estragos que esses Ralphs que tentam te substituir fazem. É um saco. Eu não quero que eles destruam esse prédio. Porque esse prédio é seu. E tem meses (veja bem, meses!!) que eu estou aqui nessa função ingrata sem ter tempo nem pra comer. Toda hora sobe um lá em cima e começa a quebrar ele todinho. E eu fico lá, reparando cada rachadura que ele consegue fazer. Alguns já conseguiram grandes progressos. Mas meu martelinho de ouro é foda. Muito foda. Sempre consigo terminar a tempo de eu ficar com aquela carinha de apaixonado.
Tem sete meses que eu não me apaixono. Eu. Sete meses esperando você, o verdadeiro Ralph dessa máquina, voltar. Mas você não volta. Não me manda postais, nada. Sete meses!
Entenda isso como um recado. Sei lá, entenda isso como quiser:
Chegou um Ralph novo aqui em cima, e ele é bom. Bom demais. E eu estou com muito medo de ele conseguir passar de fase.
Volta logo, pelo amor de Deus.
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